terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ainda, o jogo contra os Flu



O Botafogo praticamente se omitiu no primeiro tempo ao deixar que os caras dessem as cartas. Os tricolores, por obra e arte de seu treinador, iludiu o nosso time deixando-o achar que dominava o jogo. E tome contra ataque, pela boa disposição tática do adversário e pela categoria de Nem, um jogador rápido, driblador e oportunista. 

Precisamos ser mais ousados e deixar de nos contentarmos em ter o maior índice de posse de bola ao final de cada partida, sem que a vitória venha.

O “trio de ouro” do Oswaldo já está ficando manjado. Não atuou bem contra o Bangu e muito menos contra o Flu. Encontrou pela frente dois sistemas defensivos que marcam em cima e pesado. Nossas poucas jogadas ensaiadas, herdadas da temporada passada, não funcionaram.

Lodeiro, Andrezinho e Fellype Gabriel correram muito até cansarem (sempre antes dos 30 min. do 2o. tempo) e foram muito pouco efetivos. Quem paga o pato com isso é quem joga de “atacante” nesse esquema. Dessa vez sobrou pra Bruno Mendes. Deu pena ver o garoto na nossa intermediária correndo atrás dos zagueiros adversários, sua principal função nesse 4-2-3-1 do treinador.

Antônio Carlos e Marcelo Mattos se esforçaram, são do ramo, mas oscilam muito dentro da partida e provocaram sustos na torcida. 

Jadson errou demais até ser substituído, como já havia acontecido no jogo de Moça Bonita. Parece fora de forma e de foco - não teve férias e nem fez a pré-temporada com o grupo, e perdeu sua principal característica que é o bote certeiro - sem faltas, e o arranque nas saídas de bola para o ataque.

Retomando... O isolamento de Bruno Mendes era tão fragrante que nossos meias e laterais, quando avançavam o ignoravam, se limitando a uns poucos chutes do meio da rua sem nenhuma perigo para o gol de Cavalliere. Esses petelecos no jogo de ontem deveriam entrar nas estatísticas da partida como bolas atrasados para o goleiro (adversário).

Por falar em laterais, M. Azevedo é um jogador de Alma e é o único que se sobressai nesse quesito. De jogador criticado, se tornou imprescindível nesse esquema desgastado, sem variações e cada vez mais fácil de se anulado. Dá gosto de ver sua luta em campo, mesmo quando erra. 

Quanto a Gilberto, é voluntarioso, mas precisa dosar o ímpeto com que vai para o ataque. O esquema de Oswaldo não está preparado para isso assim, tão de repente. Bolívar suou na tentativa de cobrir seus avanços.

Porém, no segundo tempo quase tudo mudou. O Flu, com o placar favorável,  recuou como fez na campanha do Brasileirão passado, mesmo sem seu técnico ordenar, como explicou depois do jogo e Seedorf, finalmente entrou.

O meia trouxe lucidez e disposição ao meio campo alvinegro e comandou todas as ações do time em busca de um melhor resultado. Mostrou a categoria de sempre e proporcionou belos lances de virada de jogo e passes precisos, um deles o cruzamento que culminou com o empate. A bola viajou certeira para a cabeça de Bolívar que conferiu pro gol. Pena que Seedorf já não tenha fôlego para uma partida inteira, mas o que jogou em pouco mais de 35 minutos valeram por 90.

O zagueirão Bolívar chegou ontem e já tem dois gols na temporada, muito mais de que certos atacantes que vivem por aí, faturando alto e sem marcar.

Ah... Jefferson nos salvou em três oportunidades e o garoto Vitinho entrou bem. Procurou o jogo e participou da jogada que gerou nosso gol.

Tenho dito. O Audax vem aí!

Por Felipaodf/BotafogoDePrimeira