segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Nada mudou



O Botafogo é um time previsível. Não tem padrão de jogo, falta categoria à maioria dos jogadores e falta a bendita vontade para superar a situação. 

Depois de um ano e tanto a frente da equipe, o treinador remodelou o elenco duas vezes e ainda não conseguiu montar um time que mereça consideração. Um time com um mínimo de padrão, que seja... para nos lamentarmos de outras coisas que não seja relativa à sua formação. 

Como torcedor, nem vale a pena mais "cornetar" sobre esquemas táticos, jogadores e escalações. Ele vai cair agarrado às suas convicções "futuristas" sobre o que um time de futebol e lamentar que o "botafogo" não se enquadrou ao seu padrão. 

Torcida, adversários e até mesmo a mídia já sabem o que vai acontecer a cada nova partida do clube e isso me irrita muito. Essa situação não é de agora e perdura nesse começo de campeonato. Só a esperança de que o time nos surpreenda um dia, não se esvai. Com certeza será no próximo jogo ou... no próximo campeonato ou... no próximo ano ou... com a chegada de um novo jogador ou... na gestão do próximo presidente ou... quando brotar um diamante na base e possa permanecer no clube pelos próximos dez anos. 

Botafogo, contrarie as previsões e nos surpreenda!

Ontem contra o Boavista, jogando "em casa" diante da torcida, o time mais uma vez provou que não inspira confiança na torcida - que já não comparece como deveria por essa e por outras tantas razões e nem nos outros seguimentos - adversários e imprensa, que nos faltam com repeito todos os  dias. É constrangedor!
O time repetiu a apatia de outras partidas e entregou uma vantagem que já parecia assegurada. Esse detalhe acabou por mudar o chaveamento dos confrontos das semi-finais da Taça Guanabara e pode nos trazer problemas. 

O adversário, que antes seria o Flu - um time ainda sem identidade e mais preocupado em não cair fora da Libertadores já na fase inicial, passou a ser o Fla  de Dorival que - como o Bota, não tem nada além do Carioquinha nesse começo de temporada, parece o time mais entrosado dos quatro, com um padrão de jogo definido e com alguns jogadores em bom momento individual. Isso não é decisivo, ainda mais em clássicos, mas é real.

Falar dos detalhes do jogo de ontem parece desnecessário nessas circunstâncias e optei por reproduzir um post anterior que analisava  aspectos específicos de outras partidas (com alguns trechos riscados por terem se tornado sem efeito), que provam o título da matéria "Nada mudou"

Veja se não é "mais do mesmo" e se temos razão: 

Depois de passar sufoco no primeiro tempo, Botafogo respira no segundo sob a batuta do mestre Seedorf


O time do Botafogo, após seis rodadas, ainda mostra crises de identidade em campo quando parece, coletivamente, não saber o que fazer. O primeiro tempo das duas últimas partidas, contra Macaé e Resende, comprovam essa situação. No primeiro, saímos para o intervalo com um empate em 1 a 1 com sobressaltos e no segundo, com derrota por 2 a 1 depois de estar perdendo por 2 a 0.

A disposição tática da equipe com um único volante (é isso mesmo?) fragilizou sobremaneira nosso sistema defensivo tornando-o vulnerável como já fora na temporada passada, com prejuízos enormes para as pretensões do clube naquela oportunidade.Tais problemas pareciam contornados com a atual formação em que a dupla A. Carlos e Bolívar começavam a mostrar um entrosamento entre si, com a dupla de contenção, e com os laterais que sobem muito, processo que nessas partidas foi interrompido.

De novo passamos sufoco com o time mal distribuído em campo, o que proporcionou seguidos contra-ataques ao adversário. Por sorte, o desastre não se estabeleceu de vez. Até pênalti não marcado a favor deles, teve.

O esquema se mostrou confuso e alguns jogadores ainda não atingiram um nível técnico razoável que seja, para estabilizar os setores. Não acredito que essa formação, com um único jogador de contenção, prevaleça nos clássicos, até porque, com o resultado de ontem podemos jogar com mais tranquilidade e manter a liderança do grupo e as vantagens para a decisão.

Estamos numa fase de muitas mudanças de formação em razão de frequentes problemas físicos e experiências táticas. Ainda acho que Dória deve entrar em alguns jogos nessa fase em que a classificação parece certa. Gostaria de ver também os novos laterais em ação. Lima já teve oportunidade e foi muito mal e Gilberto que vinha muito bem, se contundiu. Pedimos chances para Júlio César - que entrou ontem como volante e foi muito bem, e para Edilson que parece estar pronto, já que figurou no banco de reservas. Lucas, o atual titular, fez um primeiro tempo deplorável, errando tudo que tentou. Melhorou no segundo com o reposicionamento das peças e passou a ser uma boa opção na transição para o ataque. Sua oscilação nas partidas ainda preocupa. O que acham?

Para fechar, acho que o ideal é que joguemos com dois volantes, que Vitinho seja mantido na frente com Bruno Mendes (por enquanto) e que a opção de revesamento seja feita entre os meias - Seedorf, Lodeiro, Andrezinho e F. Gabriel, Cidinho, e não improvisando um deles como volante ou sacando um dos atacantes. A formação do primeiro tempo de ontem, só no decorrer das partidas ou quando as circunstâncias pedirem ou permitirem. Chega (de ganhar tão pouco) de tanto sufoco já no início das partidas. Simples assim!

Veja os gols da virada de ontem sob a batuta do mestre Seedorf, numa produção especial do botafoguense Johnny Di Botafogo:



Que venha o "poderoso" Flamengo!

Por Felipaodf/BotafogoDePrmeira.blogspot.com