quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Adeus, Galô!


Nem falo nada, pra não magoar...



Como previsto, o Botafogo saiu do Independência classificado e mais vivo do que nunca para encarar outras pedreiras que vão pintar ao longo dessa Copa do Brasil. 

Dessa maneira, fica sepultada de vez a historinha da torcida atleticana de que quem caísse no Horto  estaria morto - numa referência ao bairro que abriga o estádio local - muita utilizada como motivação na conquista da Libertadores. Quem morreu para a atual competição, no caso, foi o Galo. 

O Bota foi a campo com desfalques importantes e encarou de frente um Galo completo e muitíssimo motivado. Em contrapartida, tínhamos a vantagem de poder perder pela diferença de um gol e ainda assim nos classificarmos para as quartas-de-final da competição.

No post do pré-jogo "#EuAcredito", falávamos das nossas possibilidades de conseguir o resultado, numa alusão direta à frase cunhada pela torcida adversária quando saiu de grandes reveses nos jogos finais pela Liberta. 
Veja: http://felipaodf.blogspot.com.br/2013/08/euacredito.html 

Sendo assim, o Bota foi para o jogo respeitando o rival em demasia. Desde o início da partida, foi empurrado para seu próprio campo onde tentou segurar o bombardeio atleticano na base da vontade. Ia tudo muito bem até que levou o primeiro gol, com Marcos Rocha (37'), resultado que mudou a trajetória da partida. Voltou para o segundo tempo mais consciente de sua força e disposto a buscar o resultado. Não demorou e empatamos com gol de R. Marques (5') escorando uma bola que veio de Alex depois e receber de Julio Cesar que fez boa jogada pela esquerda. O empate causou um certo desespero na torcida e no adversário e não soubemos aproveitar. O Galo passou a frente novamente aos 12 minutos, com Fernandinho, em erro original de Seedorf que perdeu bola fácil no ataque. Mas aos 16', o bravo Botafogo voltou a empatar. Seedorf cobrou falta pra área na cabeça de Dória. Numa confusão entre a zaga mineira e o atacante Alex, a bola sobrou de novo pra Dória que tocou direto pro gol. Com o placar agregado de 6 a 4 que lhe era amplamente favorável, o Bota seguiu tocando a bola fazendo o tempo passar para no final comemorar mais uma classificação em cima do rival, juntamente com à torcida que compareceu ao estádio.

O duelo entre os craques Ronaldinho Gaúcho e Seedorf, tão aguardado nas partidas anteriores, finalmente aconteceu e não foi nada favorável ao botafoguense como esperávamos. Ronaldinho fez sua parte enquanto Seedorf parecia deslocado do grupo, principalmente no 1o. tempo. Ronaldinho cansou no segundo e Seedorf, apesar de ter originado a jogada do gol de empate na cobrança de falta, foi o responsável direto pelo segundo do Galo ao perder jogada para o lateral Marcos Rocha além de errar muitos passes. 

Havia por parte de todos, a expectativa de como o Bota iria se comportar com a saída precoce e inesperada de Vitinho, que está se transferindo para o CSKA, da Rússia, já que o jovem atacante vinha sendo um dos destaques da equipe e a maior esperança de gols para essa partida. Alex ocupou a vaga e se comportou razoavelmente bem. Vitinho fez muita falta mas o Bota tem uma equipe tão madura e consciente que mostrou que irá superar a ausência da jovem promessa em pouco tempo. 

Sempre é bom lembrar que na história desse confronto o Bota leva ampla vantagem, tanto que é o Galo é tratado como freguês. E nessa oportunidade não foi diferente. Topamos com eles pela Copa do Brasil em 2007, 2008 e agora em 2013 e passamos de fase nas três, vencendo no Rio e segurando empates em BH.

Como prevíamos, voltamos de Minas com a classificação. Dizíamos que não havíamos disputado a Libertadores em que o rival se sagrou campeão mas também não éramos nenhum NewOldBoys's da vida pra tremer diante deles, no tal Horto. #EuAcreditava e continuo acreditando na conquista, independente quem possa cruzar nosso caminho.


Por 
@Felipaodf/Botafogodeprimeira.com