segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Como foi o Botafogo e Cruzeiro do primeiro turno? Você lembra?


Na véspera de enfrentarmos a Raposa jogando em sua casa, relembramos como foi a primeira partida e as possibilidades de repetirmos o resultado 



O Botafogo enfrentou o Cruzeiro pela 3a. rodada, na sua suposta "casa". Era o segundo jogo que o Alvinegro mandava em Volta Redonda onde havia vencido o Santos (2 a 1) na rodada anterior.

Ainda no começo do campeonato, estariam frente-a-frente dois dos candidatos a ocuparem uma posição no G-4. No final, o Campeão Carioca levou a melhor contra o Vice Mineiro (2 a 1), mostrando quem estava mais preparado nesse início de caminhada.

Foi um jogo entre dois times que começaram bem o campeonato somando 4 pontos, com 1 empate e 1 vitória. O Bota, mantendo a firmeza demonstrada no Estadual e o Cruzeiro (com grande elenco), tentando montar o time dentro da competição.

Como esperado (veja nosso post do pré-jogo: http://felipaodf.blogspot.com.br/2013/06/guia-da-rodada-3-para-comecar-ver-quem.html) o grandalhão Anselmo Ramon encaixou bem no ataque cruzeirense substituindo o artilheiro Borges. Como homem de referência e fazendo o trabalho de pivô, levou perigo ao gol de Renan em várias oportunidades, municiado pelos meias Diego Souza e Éverton Ribeiro, os dois meias de criação cruzeirense. Foi dele o gol único da Raposa.

Dois velhos conhecidos dos Alvinegros (Leandro Guerreiro e Nilton) formavam a dupla de volantes do adversário. E justamente eles foram responsabilizados pelo fracasso da Raposa nessa jornada. O primeiro, por ter errado o passe que proporcionou a Vitinho puxar o contra-ataque que deu origem ao primeiro gol; o segundo, por ter feito uma partida muito apagada e pelo pênalti cometido sobre o lateral Lucas, numa jogada bisonha que o meia Lodeiro converteu.

Pelo lado do Bota, Seedorf voltava ao time com uma atuação apenas discreta demonstrando estar debilitado pela virose que o tirou do jogo diante do Santos. No lugar de Fellype Gabriel, lesionado, Oswaldo veio com o garoto Vitinho surpreendendo na escalação. O natural era que Andrezinho assumisse a vaga depois de ter atuado como titular na última partida.

A entrada de Vitinho mudou a forma do Botafogo jogar. Ganhamos poder de ataque mas perdemos em marcação. Tanto que o Cruzeiro teve maior posse de bola e domínio das ações durante todo o primeiro tempo e parte do segundo, situação revertida apenas após levarem o segundo gol.

O Bota da época já era um time entrosado, eficiente e estava invicto há 19 jogos Possuía um padrão de jogo bem definido que fez valer sobre o adversário. O sistema defensivo aguentou o tranco e conseguiu levar vantagem na maioria das jogadas. F. Gabriel fez falta na articulação e por vezes tivemos que recorrer aos chutões.

A vitória veio, porém mais apertada do que o previsto. Seedorf sentiu o desgaste e assim como Rafael Marques, pouco produziu. Em compensação, Lodeiro foi guerreiro e eficiente marcando os dois gols alvinegros. Depois da grande atuação o uruguaio se apresentou à Celeste para a Copa das Confederações, com a sensação do dever cumprido.

Foi uma vitória em "casa" contra um concorrente direto, importante para a sequência do campeonato e para se manter no G-4 (era o grande objetivo naquela oportunidade).


Veja os gols



Por @Felipaodf/Botafogodeprimeira.com