segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Professor Oswaldo acertou?


Começava no jogo do último domingo, uma semana decisiva para o Botafogo na qual o time diria, para si e para seus torcedores, o que realmente queria nas duas competições mais importantes da temporada - o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Seriam dois desafios de tirar o fôlego do torcedor contra os mais tradicionais rivais cariocas - o Vasco e o Flamengo. E o primeiro já foi.



Vasco reage na raça e busca empate contra o Botafogo (Foto: Paulo Sérgio/ LANCE!Press)

Pois bem, essa era o prognóstico para partidas "normais" a começar pelo Vasco, mas Oswaldo de Oliveira radicalizou na escalação surpreendendo o adversário e também o torcedor ao poupar a maioria de seus titulares. O treinador mandou a campo uma equipe com oito reservas, na maioria garotos - Dankler, A. Bahia e Lima, L. Zen e Gegê, Hyuri, Otávio e Sassá - e apenas três titulares - Jefferson, Edilson e Lodeiro.

Era um jogo pra consolidar a posição do Bota no G-4 que a princípio, com essa escalação, ficaria prejudicado já que os concorrentes diretos, Vitória (5o.) e Goiás (6o.), haviam vencido justamente os dois times cariocas na rodada passada e se aproximavam perigosamente do grupo ameaçando diretamente o Botafogo, 4o. colocado, o que acabou acontecendo com nova vitória do Goiás de Walter sobre o Furacão.

Apesar dos Alvinegros ainda não terem perdido um clássico dos cinco disputados nessa competição (agora seis)  e os cruzmaltinos continuarem seu martírio atolados no Z-4, dizíamos no post de pré-jogo que "clássico é clássico... era um jogo diferente e ninguém poderia cantar vitória antes do jogo terminado". E deu no que deu.

Os garotos do Botafogo fizeram um grandíssimo 1o. tempo diante dos atônitos Cruzmaltinos. Dominaram amplamente essa etapa e com 6 minutos de jogo já venciam o adversário por 2 a 0. Dankler, que fez novamente uma boa partida (apesar de não ter evitado o 1o. gol do Vasco), abriu o placar num chute certeiro (5'/1o.T), marcando seu 1o. gol com a camisa alvinegra e, em seguida Lodeiro, depois de longo jejum sem marcar, fez o 2o. (6'/1o.T) numa roubada de bola no meio de campo que conduziu com desenvoltura até próximo a área, chutou e completou pro gol no rebote do goleiro. O time ainda criou outras chances pra ampliar e não o fez, acabando castigado na segunda etapa. A receita era manter o ritmo no segundo tempo sem recuar, e explorar os contra-ataques. Mas faltou combinar com o moribundo Vasco.

Dorival Junior fez duas modificações e o Vasco veio pra cima na base do abafa contando com a categoria e experiência de Juninho, principalmente nas bolas paradas. O meia cruzmaltino bateu não sei quantos escanteios sempre no mesmo lugar. Num deles o Vasco empatou com Jomar (9'/2o.T) e em outro, depois de um rebote dos zagueiros o meia ganhou de Lima e voltou a cruzar, encontrando Pedro Ken (23'/2o.T) na marca do pênalti que, meio de canela, acertou o gol de Jefferson. Era o empate improvável depois do vareio que eles tomaram na primeira etapa e mesmo assim, ainda quase viraram o jogo no minuto final. De novo Juninho - o melhor do Vasco, batendo falta frontal à área que Jefferson - o melhor do Bota, tirou com estilo.

Veja os melhores momentos





O resultado do jogo deixou os Botafoguenses de orelhas em pé para enfrentar os rubro-negros na batalha pela Copa do Brasil. Muitos estão chiando nas redes achando que Oswaldo errou ao escolher o clássico para poupar jogadores e outros, ainda, por ele ter sido tão radical na quantidade de modificações. Somente na quarta saberemos o resultado de sua ousadia e poderemos exaltá-lo, caso a classificação venha ou execrá-lo se isso não acontecer, pois é assim que pensa o torcedor - 10% razão e 90% coração.

Poupando ou não, esse jogo seria e vai ser difícil como qualquer decisão, ainda mais se tratando de rivais históricos, numa competição nacional. Sou mais o Botafogo e vamos torcer para que tudo de certo!