sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Tá faltando rodagem para o time



O time foi muito mal em Quito. Sem personalidade e sem convicção, utilizou a estratégia de jogo errada, foi derrotado por 1 a 0 e agora tem que decidir a vaga no Maraca, sob pressão.

Dizíamos no post do pré-jogo que saberíamos depois do confronto se o grupo montado para a temporada era forte o bastante para aguentar as dificuldades de uma Libertadores, com todas as suas dificuldades e contra-tempos como a questão da altitude que amedronta a maioria dos adversários dos times equatorianos que passam por lá. O Deportivo, apesar de mostrar um time modesto, não perde na estreia da competição há 16 anos somando uma invencibilidade de 20 jogos, todos disputados no Atahualpa, estádio local.

Pois bem, com a fraca atuação do Botafogo a desconfiança sobre a qualidade do grupo alvinegro aumentou. Muitas foram as manifestações de descrédito publicadas nas redes sociais pelos torcedores que acompanharam o jogo pela televisão.

Ficou patente que o elenco alvinegro de 2014 está enfraquecido em relação ao do ano passado. Perdemos Seedorf e Rafael Marques - dois dos responsáveis diretos pela razoável campanha do time no ano passado que resultou na conquista do Carioca e na vaga para a Libertadores.

A Diretoria, com a costumeira falta de ousadia (para abrandar a qualificação), trouxe os volantes Rodrigo Souto, Bolatti e Airton; Jorge Wagner como meia e; Ferreyra, Wallison e Elias para o ataque, na tentativa de recompor o elenco. O grupo conta ainda com as voltas de Lucas e Cidinho após longo período de recuperação e com os garotos da base que estrearam no ano passado e outros promovidos no começo do ano. Dentre eles Daniel, um meia de muito potencial mas ainda em formação.

Porém, toda essa movimentação não foi o suficiente pra sequer igualar a qualidade de antes e a sensação que fica é que ainda é muito modesta para as nossas pretensões de torcedor: passar para a fase de grupos da Libertadores seguindo até a fase final da competição e um título de projeção nacional.

O time que jogou em Quito entrou em campo com três volantes (R. Souto, M. Mattos e Gabriel - Bolatti, considerado titular não viajou), pretensamente para dar uma melhor proteção à zaga, mas não funcionou. Levamos um gol ainda no 1o. tempo num misto de falha individual e de posicionamento o que caracteriza a pouca rodagem dessa equipe.

Com o resultado adverso, demoramos muito tempo pra equilibrar a partida o que ocorreu somente no 2o. tempo. No entanto, sem levar perigo à meta adversária, com exceção da cobrança de escanteio de J. Wagner direto no gol.

O time havia feito apenas dois jogos-treinos e uma única partida oficial pelo campeonato carioca, contra o modesto Madureira, que venceu com dificuldades. Muito pouco para entrosar um time mexido em relação ao do ano passado, ainda desentrosado e sem padrão de jogo.

Curiosamente, as substituições de Hungaro tentando tornar o time mais efetivo na frente, onde apenas El Tanque Ferreyra começara o jogo não surtiram efeito. A entrada de Wallison no lugar de Gabriel e Elias no de R. Souto interromperam o predomínio que o Botafogo começava a esboçar jogando por terra as esperanças de uma reação. Um empate com gol (1 a 1) seria um sonho àquela altura do jogo.

Contudo, os jogadores e torcida estão otimistas quanto as possibilidades do time no jogo de volta, quarta-feira no Maraca. Precisamos de um placar favorável com a diferença de dois gols para passarmos de fase e idealizarmos objetivos maiores. Quanto às outras possibilidades de resultado, pra mim estão fora de cogitação. Antes disso ainda temos um compromisso contra o Vasco, pelo Carioca, ainda sem definição quanto à escalação. Na minha opinião - feito as devidas avaliações da condição individual de cada jogador, o time titular deveria começar jogando para ganhar um melhor ritmo de jogo.

Mas na quarta, com a casa cheia, ousadia e atitude, vamos passar para a fase de grupos com a vitória que precisamos. É obrigação...

Por @Felipaodf/Botafogodeprimeira.com