sábado, 16 de agosto de 2014

A última vez que o Fogão andou por aqui




O Botafogo volta à Brasília para enfrentar o Fluminense no Mané Garrincha,  em partida válida pela 15a. rodada do Brasileirão, em mais um clássico carioca na capital. 

Em situação confortável na tabela, o tricolor ocupa a última posição do G4 (26) enquanto o alvinegro, em situação preocupante, ocupa a primeira posição do Z4 (13).

Durante a semana, o Botafogo viveu dias de incerteza sobre a sua sobrevivência como instituição. O sufoco financeiro em que se meteu por obra e graça de seu insano presidente, desencadeou uma crise sem precedentes na história do clube. Havia o temor de que, com os atrasos salariais de jogadores, comissão técnica e empregados, ocorresse uma debandada geral e os atletas deixassem de entrar em campo. Mas um grupo de torcedores ilustres, apaixonados pelo clube e abonados trouxe luz à obscura situação ao assumir o compromisso de saldar as pendências salariais até o final do ano e colocar ordem na casa. A notícia animou os jogadores, comissão e torcida que passam a acreditar numa recuperação do time na competição, se afastando da zona da degola. 

Já o Fluminense, levou uma taca de 5 a 2 do modesto América-RN, em pleno Maracanã, depois de virar o 1o. tempo do jogo vencendo por 2 a 1.  O resultado, de virada, com direito a gol de Pimpão, lhe valeu a eliminação da Copa do Brasil jogando fora uma vantagem monstruosa depois de ter vencido o adversário, em Natal, por 3 a 0. O ambiente, que era de calmaria até então, desandou por lá. 

Essas são as condicionantes que podem interferir no resultado do jogo de domingo, independente das condições técnicas de cada equipe e das posições que ocupam na tabela. Vamos esperar pra ver o que acontece.


A última vez que o Fogão andou por aqui, enfrentou o Goiás pelo 1o. turno do Brasileirão de 2013. Eu estive la no meio da galera, empurrando o Glorioso em busca de mais uma vitória. Mas não foi bem isso o que aconteceu. 


Saímos do Mané Garrincha frustrados com o resultado e mais ainda com o desempenho do time. Jogamos muito abaixo das nossas possibilidades mesmo levando-se em conta as ausências de jogadores importantes para o esquema como Bolívar e Gabriel, substituídos por André Bahia e Renato.

Coletivamente o time sentiu muito e sobraram problemas na cobertura do setor defensivo, na saída de bola e também na criação das jogadas. No final, um empate sem graça (1 a 1) em que o melhor do Bota foi o goleiro Jefferson e o melhor da partida, disparado, o atacante 
Walter que quase saiu de campo consagrado ao mandar um balaço na trave alvinegra pouco antes do final. Abrimos o placar com Rafael Marques e cedemos o empate em gol contra de A. Bahia.

Veja os melhores momentos da partida



Uma derrota para o Goiás em “casa” àquela altura do campeonato seria cruel para a torcida que compareceu em bom número ao estádio - mais de 23 mil, e desastroso para as pretensões do clube que buscava as primeiras posições.

Dessa forma, a luta pela liderança continuaria na quinta, contra o Inter de D'Alesandro e Damião, jogando diante da torcida, no Maracanã.