quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Grandes Batalhas... Grandes Guerreiros


Parabéns Fogão pela classificação. Grandes Batalhas só são dadas a Grandes Guerreiros. Fé tamo juntos (Jefferson - o Paredão, Miami)




Foi assim que o goleirão Jefferson, titular da seleção brasileira que enfrenta a Colômbia amanhã, em Miami, saudou seus companheiros de Botafogo após a vitória heroica de ontem sobre o Ceará, por 4 a 3, em partida válida pela Copa do Brasil. E o Capitão alvinegro falou com propriedade já que no jogo de ida, no Maracanã, com vitória do adversário por 2 a 1, fez defesas milagrosas, entre elas a de um pênalti que deu o alento necessário pra que o time, encorajado por Mancini, buscasse o resultado no jogo da volta.

E o que se viu no Castelão foi um milagre do futebol. Diante quase 39 mil presentes, o Glorioso virou um placar adverso (3 a 2) para os incríveis 4 a 3 já nos acréscimos, e se classificou para as quartas de final da competição pelo número de gols marcados fora de casa. Agora vai encarar o Santos a quem venceu no Brasileirão, já de técnico novo.

Na 1a. partida, disputada no Maracanã, o Bota havia feito uma jogo muito ruim e foi derrotado. Para passar de fase, teria que vencer por dois gols de diferença ou... Veja nosso post do pré-jogo e confira as condições> atitude-e-responsabilidade-pra-virar-em.html



Com gols de Cachito Ramírez e André Bahia aos 49 e 50 minutos, respectivamente, a torcida do Vozão se desesperou no Castelão e a do Botafogo foi a loucura em todo o Brasil comemorando a improvável classificação. Muitos dos alvinegros que acompanharam o jogo pela TV não curtiram esses minutos mágicos porque, desesperançados com o placar adverso no finalzinho do jogo, mudaram de canal ou desligaram o aparelho já pensando nos compromissos do dia seguinte. O jogo terminou na madrugada dessa quinta-feira com a paralisação d e cerca de 22 minutos no 2o. tempo em razão do apagão ocorrido no estádio. 


O placar elástico e volumoso, típico de jogos disputados no sistema mata-mata, teve uma sequência desfavorável ao Botafogo apesar do time carioca ter marcado primeiro com Edilson, aos 14'/1ºT (1-0). Pouco tempo depois o Ceará empatou com Bill aos 20' (1-1) e Magno Alves ampliou aos 26' (2-1). Quando tudo parecia que ia terminar assim, Yuri Mamute empatou para o Bota, aos 46', dando um novo alento para a etapa complementar (2-2). O jogo continuou tenso até que Bill, aos 30'/2ºT colocou o Vozão novamente na frente (3-2) - era pra desanimar os torcedores alvinegros de vez. Eis porém que os deuses do futebol resolveram agir e entre lances polêmicos de parte-a-parte, Ramírez, aos 49' (3-3) e André Bahia, aos 50', viraram o jogo para 4 a 3.



O que falar de um jogo com essa carga de emoção e essa alternância de placar?




Edilson, curtindo a sua fase herói-vilão, abriu o placar batendo uma falta com maestria que a muito tempo não se via. Colocou a bola no canto esquerdo do goleiro abdicando da cobrança forte que o caracteriza e que quase sempre sai sem direção. Muito produtivo na frente - foi dele o cruzamento para o gol de Mamute, atrás Edilson é uma negação. Não guarda posição e proporciona muitas chances de gol aos adversários que jogam em suas costas, já que não tem pique pra tentar a recuperação. Isso ficou constante em todos os jogos e merece uma correção nos treinamentos. 

Andrey continua jogando adiantado e teve uma atuação crítica falhando em dois dos três gols cearenses. Traz insegurança desproporcional à zaga e falhou feio em uma reposição. Ganhou uma possível sobrevida como titular do time com o gol salvador de André Bahia que garantiu a classificação. 

Cachito Ramírez foi surpreendente, ditando o ritmo incansável do time e ainda deixando o seu quando ninguém mais esperava uma virada. Como ato final, se livrou de dois adversários com categoria e rolou a bola para Bahia encher o pé e se consagrar como herói da classificação num jogo que vai ficar para a história do Botafogo na competição. Grande atuação.

Sheik, que jogou a base de medicamentos e o inconstante Wallyson surpreenderam pela dedicação. Foi dele - o quase sempre cansado Wallyson - a jogada do gol de Ramírez que marcou com oportunismo após chute colocado dele. 

E finalmente, rendemos homenagem a bravura de Yuri Mamute, muito zoado pelo apelido e pela pouca habilidade no trato da bola, que se esforçou muito no jogo. Entrou na vaga de Daniel que se machucou de novo e deixou o seu num peixinho estiloso - um gol importantíssimo para a virada - depois de se mostrar imprudente ao tentar tirar a bola do lateral adversário dentro da nossa área que o juizão marcou pênalti. Um lance muito parecido com o ocorrido no jogo de ida, no Maracanã, quando o estabanado Rogério, na mesma posição, cometeu pênalti no lateral cearense, que Nego Jeff defendeu.

Reclamações da arbitragem do desconhecido Emerson de Almeida Ferreira (MG) partiram de todos os lados: Sheik, amarelado desde o começo, reclamou de pênalti claro e os cearenses, de gol legítimo de Magno Alves em que o juiz marcou impedimento. Reclamaram ainda do tempo de acréscimo excessivo dando chances para que o Bota virasse o jogo. 

Gols: Ceará 3 x 4 Botafogo - Copa do Brasil 2014

 


Por @Felipaodf/Botafogodeprimeira.com