domingo, 20 de setembro de 2015

A revanche contra o Macaé


Montagem do Botafogo Oficial

Na noite da última sexta-feira, o Botafogo foi à Varginha - conhecida cidade do ET - para enfrentar o Boa Esporte em partida válida pela 27a. rodada da série B e voltou ao Rio com mais três pontos na bagagem que lhe garantiram a liderança isolada do campeonato.

A vitória veio mas o futebol não. Foi mais uma atuação pífia do time alvinegro como já havia acontecido no empate de 1 a 1 contra o Oeste, no Niltão e no jogo contra o Mogi, em Cariacica-ES, mesmo tendo vencido a partida por 3 a 0. Isso, considerando apenas as últimas cinco partidas já que o fato é recorrente e vem se repetindo seguidamente na competição.

Parte da torcida acha que o problema está nas escalações consideradas equivocadas de Ricardo Gomes e na inconsistência das estratégias montadas para as partidas. Outra corrente atribui o baixo rendimento técnico ao desinteresse dos próprios jogadores e alguns, ainda, atribuem o período negro à qualidade técnica duvidosa do elenco que, aliada à série de contusões e ausências por suspensão de atletas importantes do grupo, retardaram a definição do time base e do padrão de jogo, onde me incluo

Para o técnico RG, o que está atrapalhando é o desgaste acentuado dos jogadores com a sequência de jogos terças e sextas com viagens no meio. Esse papo de "pernas frescas", inaugurado por René quando ainda era o técnico alvinegro, pode ser uma desculpa esfarrapada mas todos nós sabemos dos problemas na preparação física do elenco desde o começo da temporada com trocas de filosofias e profissionais antes mesmo do começo da competição. Em entrevista após o jogo dramático de sexta, o nosso capitão JEFFERSON (permita-me escrever em caixa alta para expressar o respeito máximo à sua atuação extra-terrestre na partida) tocou no mesmo ponto e pareceu sincero ao reclamar do cansaço com a maratona de jogos sem fazer lobby para o treinador. E se o nosso capitão falou, pra mim tá falado e não tem mais discussão. Já que, como bem afirmou o companheiro ‏@DepreFogo no dia do jogo, Jefferson foi o Homem do jogo, do campeonato e da porra toda...

De qualquer forma, tiraremos a prova dos nove sobre essa questão nas próximas rodadas quando o técnico e o grupo terão intervalos generosos entre os jogos para treinarem e relaxarem na medida certa em razão das mudanças na tabela operadas pela CBF realizadas com o intuito de não prejudicar o clube quando da convocação de Jefferson para a seleção. Finalmente, o Botafogo terá 15 dias para readquirir o frescor físico como postou @anatelhado no dia do jogo.

Quem bem definiu essa situação foi o companheiro ‏@alipiojr ao afirmar que o adiamento dos jogos do #Botafogo deveria ser comemorado com queima de fogos pois, poder contar com Jefferson é bom demais.

Anteontem, no calor da partida e com a "corneta" ligada ao acompanhar o jogo pela TV e pelo twitter, a ansiedade era tanta que eu já não sabia se acompanhava a corrente que cobrava um bom futebol da equipe ou se aderia aos que festejavam mais uma vitória, mesma que tenha vindo sem brilho.

E para que a vitória acontecesse não bastaria o gol marcado por Fernandes, o mais lúcido jogador de linha da partida. Foi preciso que Jefferson reeditasse uma das suas melhores atuações dentre as quatrocentos e uma que completou com a camisa do clube, no jogo de Varginha.

Dessa vez, o motivo principal não foi a escalação cheia de volantes de ofício, já que ela parecia mais equilibrada do que a do último jogo. Tivemos os retornos de Giaretta à lateral e o de Lulinha à ponta esquerda, com a novidade da presença de Fernandes pelo meio, um jogador muito mais versátil do que o Camacho que jogou por ali contra o Oeste fazendo dupla com Daniel Carvalho caindo mais pela direita. Mesmo assim o time não funcionou. Veja o que escrevemos sobre o tema no post passado que antecedeu o jogo contra o Boa: Blog do Felipaodf: R. Gomes inventa, time perde o norte e só empata com o Oeste. Que venha o Boa...


Montagem da Internet
Lulinha passou todo o tempo em que esteve em campo sumido. Não produziu nada que merecesse destaque tanto lá na frente como na recomposição pelo meio, como exigia o técnico pra barrar o lateral adversário. O mesmo aconteceu com Giaretta que voltou muito mal, parecendo dissociado do grupo. O lado esquerdo só melhorou após as modificações feitas por Gomes ao longo do segundo tempo, quando Sassá foi deslocado para a posição e fez das tripas coração para conter as investidas adversárias pelo setor. Até bola dentro da nossa área Sassá tirou acompanhando o lateral. Lá na frente, como centro-avante, o jogador não foi decisivo como esperava o treinador mas taticamente, na função de fechar o lado esquerdo, foi um dos destaques do time e responsável direto pelo resultado. Na escala "richter" de atuações, Sassá ocupou o 2o. lugar logo atrás de Fernandes que teve grande atuação além de ter feito o gol da vitória. Claro, considerando que Jefferson não é humano e portanto, não pode ser avaliado com a mesma régua de reles mortais. Jefferson é extra-classe. Simplesmente o melhor do Brasil.

Mesmo com uma escalação convencional - 2 volantes, 2 meias e 2 atacantes - e sem as experiências mal sucedidas de colocar Camacho como armador e Elvis como atacante pela esquerda, o time não deslanchou e empacou novamente. Perdendo poder de ataque a cada jogo, os primeiros 45 minutos foram de torrar a paciência do torcedor considerando-se que o jogo marcava a disputa entre entre o 18o. colocado na tabela contra o líder.

Fizemos um gol nesse tempo, mas essa teria sido a única coisa digna de registro pelo lado alvinegro não fosse a série de defesas fantásticas do nosso arqueiro. Poderia até pedir música no programa do Tadeu. Fernandes marcou aos 24 minutos pegando um chute certeiro no rebote de uma dividida de Sassá com o zagueiro. Méritos para o cruzamento de Arão pela direita depois de receber um lançamento primoroso de, pasmem, Renan Fonseca, o mesmo que quase meteu contra de cabeça obrigando Jefferson a fazer uma excelente defesa. Mais uma, já que havia feito outras três vindas de pés inimigos, antes mesmo do Botafogo abrir o placar. Para se ter uma ideia, foram quatorze finalizações do Boa Esporte contra três do Alvinegro, o que dá um número de chances inversamente proporcional à colocação das equipes na tabela.
No segundo tempo o panorama não mudou muito, apesar do Botafogo voltar com Luis Henrique no lugar do ineficiente Lulinha, o ponto mais fraco do time. O atacante teve muitas dificuldades com a marcação pesada da zaga adversária mas conseguiu uma boa jogada pela esquerda ao cruzou rasteiro na área para Sassá e Fernandes que fechavam pela direita. Pena que nenhum dos dois alcançou a bola que saiu pela linha de fundo. Seria o gol que nos traria a tranquilidade no jogo.

Não satisfeito com o desempenho do time que continuava a levar sufoco, Gomes colocou Elvis (15') no lugar do exausto Daniel Carvalho que desempenhou razoavelmente as suas funções. Mas Elvis já entrou morto. Apático e confuso, o jogador não conseguiu ressuscitar o time. A alteração não surtiu o efeito desejado e o jogador sucumbiu de novo.

Por sua vez, o Boa reuniu forças no último quarto e partiu para uma blitz final em busca do empate que parecia iminente, mas viu suas justas pretensões esbarrarem no nosso Paredão. Fazer o que, né Boa, quando se enfrenta o no.1 do Brasil?

Com o panorama de incertezas que virou a partida, o treinador alvinegro resolveu queimar a sua última substituição lançando Camacho no lugar de Serginho (33') que estava morto depois de correr o tempo todo atrás dos atacantes mineiros. A troca ajudou a trazer o fôlego novo que faltava pra garantir o resultado altamente favorável na tabela. Por outro lado, a torcida ficou frustrada porquê havia a expectativa pela entrada de Neilton, que era a nossa melhor opção de ataque antes da contusão, ou mesmo de Ronaldo, o novo contratado, artilheiro da CdoB desse ano.

A vitória foi muito comemorada pelos jogadores a ponto de Luis Henrique (@LuisTaffner) postar ao final do jogo: Vitória da RAÇA! Não foi a melhor partida tecnicamente mas a entrega dentro de campo tem que ser exaltada!!! Bora FOGÃOOO!


Clique e veja os melhores momentos da partida, quase todos proporcionados por Jefferson





Com a retomada do caminho das vitórias - o Botafogo conquistou cinco nos últimos seis confrontos, além de um empate -, o Alvinegro manteve a ponta da tabela com 52 pontos e tem agora 97% de chances de subir, segundo o matemático Tristão Garcia. O aproveitamento passou de 62,8% para 64,2%, índice mais do que suficiente para o retorno à série A sem confusão. Como mandante, o aproveitamento é de 71,8% e como visitante, de 53,8%. E já nesta Terça, teremos a oportunidade de aumentar o rendimento no Nilton Santos onde vamos mandar o jogo da revanche contra o Macaé que nos goleou inapelavelmente no 1o. turno por 4 a 2.
A artilharia vai bem, mas perdeu fôlego depois das contusões de Navarro e Neilton. Mesmo assim, continua a melhor do campeonato disparada, com 44 gols marcados. Com 20 gols sofridos, temos ainda a defesa menos vazada com um saldo positivo de 24 gols, dez a mais do que o Vitória - segundo colocado nesse quesito.

Segundo alguns especialistas, para subirmos matematicamente para a 1a. divisão são necessários mais 12 pontos (4 vitórias), pouco mais de 1/3 do total de 33 pontos em disputa. É só mantermos o aproveitamento atual para acabarmos com esse pesadelo em que o M. Assumpção nos colocou e chegarmos ao primeiro objetivo dessa jornada muito antes do que alguns apregoavam.

Terminada a 27ª rodada (clique e veja a situação de cada time e os próximos confrontos de cada um: http://felipaodf.blogspot.com.br/p/carregando-tabela-do-brasileirao_21.html, podemos dizer que nove equipes continuam firmes na briga por uma vaga no G-4. Finalmente o Botafogo conseguiu se desgarrar do grupo e criar uma gordura rasoável. Colocou uma frente de cinco pontos para o 2o. colocado (Paysandu) e oito para o 5o. (Santa Cruz).

Tabela atualizada
O Bragantino, com 39 pontos, está no limite inferior dessa linha de corte com diferença de 13 pontos para o Glorioso que lidera a competição com 52. Mas como o primeiro objetivo e garantir o acesso e isso só vai acontecer quando o 5o. colocado não puder mais nos alcançar, a nossa preocupação de momento é checar essa diferença a cada rodada. Atualmente, o Bota tem oito pontos de frente para o Santa Cruz (44) que ocupa essa posição.


A vice-liderança é do Paysandu que, mesmo perdendo para o Náutico em casa, manteve a posição com 47 pontos. O Vitória está em terceiro, com 46, a mesma pontuação do Bahia que está em quarto e fecha o G-4. Além do Santa Cruz em quinto (44), seguem na briga o Sampaio Corrêa em sexto (44), o América-MG em sétimo (42), o Náutico em oitavo (40) e o Bragantino em nono (39).

Como o técnico Ricardo Gomes, que completou seu 12o. jogo à frente da equipe, não conseguiu fazer o time jogar contra o Oeste e nem contra o Boa mesmo sem inventar na escalação, o bônus que ele havia acumulado com as quatro últimas vitórias se esvaiu, mas pode ser reconstruído no caso de novas vitórias nos próximos jogos.

Contra o Macaé, nosso rival carioca na competição, o time deve voltar à escalação tradicional. Aposto na entrada de Neilton no lugar de Lulinha e a volta de Carleto à sua posição original. Roger Carvalho sentiu e pode dar lugar a Giaretta. Navarro treinou e tem a sua volta confirmada no lugar que estava ocupado por Sassá que deve voltar pro banco. Fernandes foi muito bem contra o Boa e garantiu a posição ao lado de D. Carvalho. Elvis, mal, deve esquentar o banco enquanto Tomas segue como opção para o 2o. tempo. O atacante Ronaldo deve ser relacionado e pode ter a sua primeira chance no time, caso o time garanta o resultado contra o adversário logo no começo do jogo.

Sendo assim, o time provável deve formar com: Jefferson (402 jogos), Luis Ricardo, Renan Fonseca, Giaretta e Carleto; Serginho, Willian Arão, Fernandes e Daniel Carvalho; Neilton e Navarro.


Por @felipaodf/Botafogodeprimeira.com