segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Mais um Rubro-negro no nosso caminho...




Montagem do Botafogo Oficial
Depois de oito anos ausente, o Botafogo voltou a disputar uma partida no Espírito Santo onde tem grande número de torcedores. Dessa vez como convidado do Mogi, dono do mando do jogo. E se sentiu em casa. A última vez que isso aconteceu foi em 2007 pelo Campeonato Brasileiro, na vitória sobre o América-RN por 4 a 2, com gols de Zé Roberto (2), André Lima e Lúcio Flávio. O jogo foi disputado no Engenheiro Araripe, estádio que fica na mesma cidade de Cariacica. Cuca era o treinador.

Pois bem... Como previsto, os ares capixabas fizeram bem ao time que, apesar de levar a partida em banho-maria a maior parte do tempo não deixando a temperatura subir, acabou vencendo com facilidade o modesto Mogi Mirim por 3 a 0, com gols do zagueiro Roger Carvalho, do meia Tomas Bastos e do atacante Luís Henrique, filho da terra, em cobrança de pênalti com direito a cavadinha. Curiosamente o Botafogo repetiu o mesmo placar do turno quando venceu o time paulista no Rio com gols de Rodrigo Pimpão, Bill e Lulinha. Apesar de já ter deixado o clube, Pimpão continua sendo o artilheiro do Alvinegro na competição com 07 gols, seguido por Navarro, com 06, e Sassá e Luis Henrique, ambos com 04.

Torcida Alvinegra no Kléber 
Andrades (Botafogo Oficial)
No final, o placar de 3 a 0 foi mais condizente com a festa que a torcida fez nas arquibancadas do que o "decepcionante" 1 a 0 do primeiro tempo conseguido com certa facilidade. O torcedor capixaba compareceu em grande número ao estádio, transformando o Kléber Andrades num verdadeiro caldeirão. Não parou de cantar um só momento. Só o "ninguém cala" foi puxado mais de sete vezes. Um verdadeiro sucesso. Pena que o público presente não foi divulgado.

O resultado justo nos garantiu a ponta da tabela (48) que manteremos mesmo em caso de derrota na próxima rodada, coisa que está fora de cogitação já que jogaremos no Nilton Santos contra o time do Oeste (13o. colocado), que não é nenhum bicho-papão.

Esse é o tamanho da nossa vantagem e da gordura que conseguimos acumular depois de quatro vitórias consecutivas, duas em casa e duas em fora, sobre o Atlético-GO, o Vitória, o Paraná e o Mogi. Agora, a diferença para o 2o. colocado - o Paysandu que soma 44 pontos - é de quatro pontos, o que já abre a possibilidade de pensar mais seriamente no título (não só pela Taça mas, principalmente, pelas grana que vem dentro dela).

Mesmo com desfalques importantes a cada rodada, o time de Ricardo Gomes engrenou. Vem mantendo o padrão de jogo e conseguindo vencer dentro e fora de casa depois de um começo sombrio de returno com duas derrotas seguidas para o Paysandu e o CRB, o que preocupou a torcida.

Nem bem a partida havia começado e o Botafogo já abria o placar aos dois minutos de jogo. O zagueiro Roger Carvalho apareceu na área, livre de marcação, para escorar de cabeça uma cobrança de escanteio de Daniel Carvalho pela direita. Um "mole" da zaga adversária que é difícil se ver até mesmo em treino de segunda-feira. A torcida foi ao delírio e quando tudo fazia crer que teríamos uma grande exibição com direito à goleada, o time foi murchando conforme o tempo avançava.Talvez o grupo estivesse, inconscientemente, se poupando do desgaste que a sequência de jogos, nas terças e sextas com viagem no meio, vem trazendo. Por ter tirado o pé, a análise dos possíveis efeitos da escalação de Serginho, Camacho e Arão mais à frente, para o time fica prejudicada. A escalação desse trio de contenção foi benéfica para a evolução tática da equipe? Responde essa, torcedor!

O rodízio de jogadores em posições-chaves por convicção do treinador ou por força de suspensão ou problema médico, vem dando resultados mesmo que o tempo para treinar as formações não exista. A coisa tá fluindo na base da conversa e mesmo assim os resultados estão aparecendo. Falo de jogadores como Jardel, que teve seguidas oportunidades como titular e foi "esquecido" nos últimos jogos assim como Tomas, que jogou duas e ficou no banco na sexta, de onde veio para marcar o segundo gol do Botafogo, aos 35'/2°T, seis minutos após entrar na vaga de Daniel Carvalho.

O mesmo vem ocorrendo com Fernandes, que deu outra movimentação ao jogo depois de substituir o meia Camacho, aos 35'/2°T. O próprio Camacho saiu do ostracismo para ser titular nos últimos dois jogos e se saiu bem na avaliação do treinador, ora substituindo Serginho como primeiro volante, ora jogando ao seu lado na posição de segundo. O zagueiro Giaretta já jogou por ali e agora tenta fechar a Avenida Carleto na base da disposição. Otávio é outro que já foi titular no começo do trabalho de Gomes e está hibernado no banco à espera de nova oportunidade. Sem falar em Gegê que, muito criticado pela torcida, está a mais tempo sem ser acionado. Contratado há mais de dois meses juntamente com Navarro, o volante Bazallos nem sequer estreou. Lindoso é outro que segue treinando e as vezes nem é relacionado sem falar em Ayrton, recontratado essa semana até o fim do ano, sem previsão de ser utilizado.

Na defesa não é diferente com a troca de peças e posições envolvendo Roger Carvalho e Giaretta, que já foi volante e agora tapa-buracos na lateral esquerda. Também chegou a vez do ataque, onde a contusão de Neilton proporcionou várias experiências de formação que servirão de base para a montagem do elenco de 2016. Lulinha foi ressuscitado e vem tendo seguidas oportunidades. Sabe jogar, tem se esforçado bastante mas falta ritmo de jogo que lhe permita tomar a decisão certa na hora do arremate. Perdeu boas chances contra o Mogi como já havia perdido contra Vitória e Paraná.

Dentro desse critério, quem apareceu bem na semana passada foi Sassá, lançado como centro avante na posição de Navarro que ficou de fora por contusão. Vindo do banco, tal qual um talismã, o jogador foi decisivo ao marcar o gol da vitória em Salvador no último minuto de jogo e os dois contra o Paraná que garantiram vitórias importantíssimas para a sequência do trabalho. O jogador subiu de produção, ganhou a confiança do treinador e veio como titular contra o Mogi. Mas dessa vez, Sassá não sassaricou como fizera nos jogos anteriores (veja o que ele fez nesses jogos acessando o link do post: Blog do Felipaodf: Iluminado, Sassá fez torcida sassaricar no Niltão. Que venha o Mogi...

Montagem da Internet

Ainda em formação, o atacante sentiu a pressão do jogo e perdeu inúmeras chances ao tomar decisões equivocadas na hora de finalizar em gol. Sem conseguir ser protagonista, Sassá viu seu companheiro Luis Henrique brilhar. Entrando no lugar de Lulinha, aos 16'/2°T , o jovem atacante teve tempo suficiente para mostrar a que veio. Se movimentou bem e cavou um pênalti ao arrancar em direção ao gol e retardar a passada para ser atingido pelo goleiro. Pediu pra cobrar a penalidade e, mostrando a tranquilidade de um veterano, a fez com maestria ao aplicar uma cavadinha já ao final do jogo (aos 45'/2°T) que fez lembrar El Loco contra o Flamengo. A torcida, como era de se esperar, veio ao delírio e o jovem jogador, capixaba de nascimento, pode retribuir o carinho que recebeu do torcedor desde de que chegou à cidade.

O Mogi pouco exigiu do Glorioso, mas quando chegou à frente o fez com qualidade. Lembro de Jefferson, que completa 400 jogos com a camisa do Botafogo contra o Oeste (é isso mesmo, produção?), fazendo duas boas defesas em jogadas de perigo para o gol alvinegro. No mais, Luis Ricardo continua sendo uma excelente opção do meio pra frente, mas prende muito a bola e as vezes relaxa na marcação. Ocorreram várias investidas do adversário nas suas costas. A insegurança do miolo de zaga as vezes é compensada por um golzinho de um deles la na frente. Dessa vez, Roger Carvalho abriu o placar cedo com uma cabeçada certeira para o chão e mudou o plano tático do jogo - pressionar a saída de bola do adversário até abrir o placar.

Montagem do Botafogo Oficial
Na proteção à zaga, Serginho fez o feijão com arroz de sempre e Camacho jogando ao seu lado, melhora a saída de bola. O mesmo ocorreu com Arão que se utilizou do vigor físico para aparecer lá na frente. Foi dele a assistência para LH9 arrancar em direção ao gol até sofrer o pênalti.

Sem Elvis em campo, Daniel Carvalho assumiu a armação mesmo jogando mais adiantado pela direita. Acertou a maioria dos escanteios cobrados pelos dois lados e deu vários piques com a bola dominada, arriscando penetrações inesperadas na área. Foi um dos destaques do jogo. Correu tanto que cansou e deu lugar a Tomas, aos 29'/2°T, que veio a marcar o segundo gol sete minutos depois em belíssimo lançamento de Fernandes, que entrou bem na partida e deu outra movimentação ao time. No lance anterior, aos 35', Tomas havia proporcionado um acontecimento hilário ao cobrar um escanteio pra fora de forma bizarra. Mas revendo o lance pela TV, vê-se claramente que ele enterrou o pé de apoio no gramado que estava fofo antes de bater na bola, o que o desequilibrou.

Como comentado acima, a dupla Lulinha Sassá não funcionou em matéria de gols. Muita movimentação mas pouca inspiração nos arremates. O destaque ficou para LH9 que cavou bonito no terceiro gol. Se eu fosse locutor de rádio teria narrado assim o lance: Lá vai Luis Henrique caminhando pra bola... Exitou, caminhou... Exitou de novo e... cavooooooooooooooooooooooooooool. Luis Henrique "mitou" com uma cavadinha louca pra marcar o terceiro, torcedor!


Clique e veja os gols da vitória sobre o time paulista e a consagração de Luis Henrique




Com a boa sequência de quatro vitórias, o aproveitamento do Botafogo subiu para 64%, índice suficiente para o retorno à Série A sem traumas. Como mandante o aproveitamento é ainda maior e está no patamar de 75%, o melhor da competição. Como visitante, a última vitória fez aumentar o índice de 50% para 53,8%.

A artilharia continua em alta e com mais três gols marcados contra o Mogi, chegamos aos 42 gols, o melhor ataque do campeonato. Temos também a defesa menos vazada com 19 gols sofridos, o que dá um saldo de 23 gols, onze a mais do que o do Bahia, o segundo colocado nesse quesito.

Com mais essa vitória, chegamos a 48 pontos. Agora, precisamos de mais 18 para garantir matematicamente o retorno à primeira divisão. Dos 10 jogos marcados para o Nilton Santos nesse returno, perdemos um e ganhamos dois outros quando era necessário ganhar todos para garantir essa condição. Ao vencer o Vitória fora e agora o Mogi, compensamos com sobras a derrota sofrida contra o Papão e vamos com tudo para cima do Oeste buscar mais três pontos.

Terminada a 25ª rodada (clique e veja a situação de cada time e os próximos confrontos de cada um: http://felipaodf.blogspot.com.br/p/carregando-tabela-do-brasileirao_21.html ), podemos dizer que nove equipes continuam firmes na briga por uma vaga no G-4 sem que nenhuma delas tenha conseguido se desgarrar no grupo. O Botafogo tá procurando esse distanciamento, mas ainda não é o suficiente pra colocar o boi na sombra.

O Náutico, com 36 pontos, está no limite inferior dessa linha de corte com diferença de 12 pontos para o Botafogo que lidera a competição (48). Mas para nós, o primeiro objetivo e garantir o acesso e isso se dará quando o quinto colocado não puder mais nos alcançar. Atualmente, o Glorioso tem seis pontos de diferença para o Sampaio Corrêa (42) que ocupa essa posição. A vice-liderança continua com o Paysandu, que agora soma 44. O Bahia está em terceiro, com os mesmos 44 pontos do segundo colocado, seguido do Vitória que fecha o G-4 com 42. Além do Sampaio em quinto (42), seguem na briga o América-MG em sexto (41), o Santa Cruz em sétimo (38), o Bragantino em oitavo (37) e o Náutico em nono (36).

O técnico Ricardo Gomes, que completou dez jogos à frente do Botafogo, também teve o seu destacou ao fazer modificações precisas depois de observar que o time que começou o jogo pecou na movimentação. As entradas de Luis Henrique no lugar de Lulinha (16'/2°T), de Tomas no lugar de Daniel Carvalho, (29'/2°T) e de Fernandes no lugar de Camacho (35'/2°T) deram outra dinâmica ao jogo e foram responsáveis diretas pela ampliação do placar. Apesar de taticamente não ter sido possível enxergar coisas novas pelas próprias circunstâncias do jogo, o trabalho de Ricardo Gomes vai ganhando consistência com as vitórias seguidas e o bom padrão tático apresentado nos últimos jogos. São visíveis as melhorias no poderio de ataque que subiu à olhos vistos. Mas ainda sofremos com desacertos na zaga e erros individuais dos jogadores.

É hoje... #Jeff400Jogos
Na terça-feira é a vez de enfrentar o Oeste, no Estádio Nilson Santos, às 21:30, diante da nossa torcida que, espera-se, compareça em bom número pra prestigiar o líder em busca da quinta vitória consecutiva - 12 Mil presentes já seria razoável para um jogo à noite.

O Oeste é mais um time rubro-negro que atravessa o nosso caminho. Os dois últimos que cruzaram essa fronteira, se arrependeram amargamente. Nesse duelo particular do Alvinegro contra eles, estamos levando grande vantagem. No primeiro turno empatamos com o Atlético-GO em 0 a 0, vencemos o Vitória por 2 a 0 e o Oeste por 1 a 0. No returno, voltamos a bater os goianos de goleada (4 a 0), os baianos na casa deles, por 2 a 1, de virada e aguardamos ansiosamente o confronto contra o Rubro-negro de Itápolis. Em cinco jogos, foram 4 vitórias e apenas 1 empate com a perspectiva de mais uma vitória amanhã. É sempre bom vencer na competição, mas ganhar de times rubros-negros é melhor ainda...

O time não deve ser nada parecido com o do último jogo. Giaretta, suspenso, não joga e Jean deve entrar em seu lugar. Elvis deve voltar ao meio e formar dupla com Daniel Carvalho, na armação. Com isso, Serginho ou Camacho deve deixar o time já que Willian Arão volta a sua posição original mais recuado. Fernandes deve ser opção no banco assim como Tomas. Navarro continua de fora se recuperando de lesão. Em compensação, Neilton já está a disposição e deve ficar no banco. O mesmo deve acontecer com Sassá. Com a boa atuação contra o Mogi e a badalação pela cavadinha, Luis Henrique pode ter uma chance de começar o jogo. Nesse caso, sobraria uma vaga no ataque que deve ser ocupada por Lulinha novamente. Quem sabe nesse jogo ele desencante e volte a marcar o gol que está devendo?

Sendo assim, o time deve formar com: Jefferson (400 Jogos), Luis Ricardo, Renan Fonseca, Roger Carvalho e Jean; Camacho (Serginho), Willian Arão, Elvis e Daniel Carvalho; Lulinha (Neilton) e Luis Henrique (Sassá).