quarta-feira, 16 de setembro de 2015

R. Gomes inventa, time perde o norte e só empata com o Oeste. Que venha o Boa...



Montagem do Botafogo Oficial
Na última terça-feira, o Botafogo recebeu o time do Oeste no Nilton Santos e não passou de um empate em 1 a 1, conseguido no apagar das luzes (44'/2o.T). Uma decepção para o torcedor que compareceu ao estádio em uma noite especial em que o nosso capitão Jefferson completava 400 jogos com a camisa alvinegra. Pena que a festa armada pela torcida e as ações promovidas pela diretoria com a entrega de um quadro comemorativo recebido pelo homenageado das mãos santas do goleiro Wagner - campão de 95, ficou manchada com uma atuação pífia do time em campo.

Mal escalado e desinteressado, o Botafogo perdeu o norte e só empatou com o esforçado Oeste. Mais um resultado inesperado a ser lamentado pelos torcedores.

Não se pode criticar a torcida alvinegra por ser, historicamente, desconfiada com o time diante de tantas ocorrências nefastas ao longo do tempo. E agora, mais essa ocorrência que, mesmo considerada de menor monta, não deixa se ser decepcionante inclusive para o homenageado que não merecia passar por isso no dia da sua festa.

Ultimos tropeços do Botafogo no Nilton Santos
Os traumas ocorridos em ocasiões anteriores se repetiu na última terça como mais um capítulo da síndrome do "hoje não" alvinegro. Quando menos se espera, sempre damos "mole" em casa contra adversários de menor expressão. Só esse ano tivemos a derrota contra o Figueirense, por 1 a 0, que nos custou mais uma eliminação traumática da Copa do Brasil quando tínhamos a classificação na mão até o último minuto de jogo. Até na campanha da Série B já temos "bons" exemplos: os empates contra o Boa, Criciúma e Luverdense em casa ainda não foram digeridos, sem falar na estreia do returno, no jogo de apresentação dos novos uniformes diante de um público de mais de 23 mil torcedores. Era uma bonita festa como só o torcedor alvinegro sabe fazer e fomos derrotados inapelavelmente pelo Paysandu pelo placar de 3 a 2, com dois gols seguidos (no mesmo minuto) e um terceiro no momento seguinte após termos marcado o nosso primeiro gol que nos levaria à reação. Veja o que escrevemos sobre esse vexame na estreia, no jogo em que foi instituído o #PactoAlvinegro: Blog do Felipaodf: Hoje não, hoje não, hoje sim...

Nada deu certo contra o Oeste, a começar pela invencionice protagonizada por Ricardo Gomes. Ao tomar conhecimento da escalação, os torcedores ficaram indignados nas manifestações pelas redes sociais e a "corneta"comeu solta antes mesmo de começar o jogo. A principal queixa se referia ao fato do técnico ter aberto mão de um atacante de ofício (Lulinha, que vinha jogando; Neilton, que voltava de contusão e Luis Henrique, que havia "cavado" contra o Mogi) para lançar o meia Elvis na posição abrindo vaga para um terceiro volante, já que Serginho, Camacho e Arão aoareciam na escalação. Quem diria que o time que venceu o Mogi por 3 a 0 com uma unica modificação (Elvis no lugar de Lulinha) teria tanta dificuldade para se livrar de uma derrota eminente em casa para o Oeste que se desenhou até o finalzinho do jogo?

Os três volantes numa mesma escalação já não era mais novidade pois foi utilizada contra o Mogi. Então por que não funcionou contra o Oeste?

Porque o Oeste não é o Mogi, simples assim. O time de Itápolis se mostrou muito mais organizado em campo do que o primeiro e montou uma estratégia defensiva das melhores que vi até aqui. Além do mais, por ter feito um gol no comecinho do jogo contra o Mogi, o time relaxou na partida e a "nova" formação recheada de volantes não foi devidamente experimentada. E foi nela que o Botafogo se enrolou. Nós já alertávamos sobre isso no último post de pré-jogo, veja: Blog do Felipaodf: Mais um Rubro-negro no nosso caminho...

Com Elvis perdido em campo sem encontrar a faixa ideal pra jogar e o baixo desempenho técnico de todo o grupo (as vezes confundido com falta de vontade dos jogadores), só poderia dar nisso. Um dos piores primeiros tempo de que me lembro, no ano. Sem Elvis pra "conversar", Sassá ficou isolado entre os zagueiros e, como pivô, poucas vezes conseguiu se livrar do marcador em condições de finalizar. Teve boas chances quando foi lançado em velocidade no segundo tempo mas quase sempre com conclusões equivocados. Lutou muito nos últimos dois jogos, mas fica claro que ainda não está pronto para essa missão.

Arão não foi bem tecnicamente e se perdeu na mediocridade do primeiro tempo do grupo. Seja ao lado de Serginho na contenção ou com o confuso Camacho mais à frete, o trio foi de uma inutilidade marcante o jogo. Daqui já estou torcendo para que Gomes não repita essa formação até porquê, para desempenhar tais funções temos Fernandes e Tomas em melhores condições, o que não justifica a improvisação.

Como esperado, jogando em casa diante de um adversário de meio de tabela, o líder Botafogo tomou a iniciativa desde o começo e, mesmo descoordenado em suas linhas, conseguiu levar certo perigo ao goleiro Leandro Santos. Nesse período, Jefferson - o dono da festa, não precisou fazer nenhuma defesa importante. Mesmo com maior posse de bola, o Alvinegro se enrolou diante da marcação sistemática do time Rubro-negro, passando longe da possibilidade de abrir o placar ainda no primeiro tempo.

Como o time não funcionou nessa etapa, voltou do intervalo já com Neilton no lugar de Serginho. A modificação deu mais leveza ao time e movimentação do ataque melhorou. Mas como isso é o Botafogo, numa falta de atenção coletiva, o time tomou um contra-ataque já aos 2', com a bola lançada nas contas do jovem Jean que foi muito mal no jogo. Tá explicado porquê o lateral tem poucas chances no time principal e foi preterido pelo técnico ao improvisar Giaretta na na posição.

Esperto, o Oeste abriu o placar numa bela trama de ataque entre Paulo Henrique, Kauhê que simulou um chute, e Renan Mota que chutou forte sem chances para Jefferson.

Jefferson, o nome do jogo
Depois do gol surpreendente, o time paulista se trancou mais ainda na defesa. Já com Luis Henrique em campo, que havia entrado no lugar do esgotado Daniel Carvalho aos 18', o Bota começava um bombardeio sobre a última linha de defesa rubro-negra, mesmo sem uma boa coordenação de suas linhas. Vendo o empate cada vez mais distante com o passar do tempo, a torcida perdeu a paciência e começou a vaiar. Elvis entrou na dança da vaia ao ser substituído por Tomas, aos 27'. Sobrou até para Ricardo Gomes, eleito o principal responsável pela baixa produção do time escalado equivocadamente. Mas no final, o desastre maior foi evitado com o empate que só veio aos 44 minutos. Roger Carvalho (de novo ele) subiu mais que a defesa adversária após falha bisonha e providencial do goleiro, que caçou borboletas no lance, e cravou de cabeça dando números finais ao placar (1 a 1) pra alívio da torcida e do "pobre" Jefferson que, meio sem graça, comemorou sozinho.

Mesmo com esse empate inesperado, que interrompeu uma sequência fantástica de quatro vitórias, o Alvinegro manteve a ponta da tabela com 49 pontos. Pra falar a verdade, ela estava garantida mesmo em caso de derrota nessa 26a. rodada já que o Bota tinha uma diferença de 4 pontos sobre o 2o. colocado, o Paysandu. O problema é que, com a vitória do Papão sobre o ABC por 3 a 2, a diferença caiu pra dois pontos e a gordura que era boa, vai secando.

Clique e veja a homenagem ao goleiro Jefferson, a avaliação do jogo e os melhores momento da partida




Com o empate, o aproveitamento do Botafogo caiu de 64% para 62,8%, mas o índice é suficiente para o retorno à Série A sem traumas. Como mandante, o aproveitamento foi de 75% para 71,8%, apenas o 8o. melhor da competição. Como visitante, o aproveitamento é de 53,8% e na sexta, teremos a oportunidade de aumentá-lo jogando contra o Boa Esporte, em Varginha.

A artilharia deu uma murchada nessa rodada, mas com o golzinho no final contra o Oeste, chegamos aos 43 gols e continuamos como o melhor ataque da competição. Temos também a defesa menos vazada, com 20 gols sofridos, o que dá um saldo de 23 gols, nove a mais do que o Vitória - segundo colocado nesse quesito.

Atualizando a conta para subir matematicamente para a primeirona, no momento precisamos de mais 17 pontos. Dos 10 jogos marcados para o Nilton Santos nesse returno, perdemos um, ganhamos dois e empatamos o último quando era necessário ganhar todos para garantir essa condição só com os jogos em casa. Ao vencermos o Vitória e o Mogi fora, compensamos com sobras a derrota sofrida contra o Papão e agora o empate contra o Oeste e vamos de boa pra cima do Boa Esporte buscar os pontos que eles nos tiraram no primeiro turno com o empate de 1 a 1 no Nilton Santos.

Terminada a 26ª rodada (clique e veja a situação de cada time e os próximos confrontos de cada um: http://felipaodf.blogspot.com.br/p/carregando-tabela-do-brasileirao_21.html ), podemos dizer que nove equipes continuam firmes na briga por uma vaga no G-4 sem que nenhuma delas, no entanto, tenha conseguido se desgarrar no grupo. O Botafogo tá procurando esse distanciamento, mas a frente de dois pontos ainda não é suficiente pra dar tranquilidade ao clube.


Tabela atualizada após a 26a. rodada

O Náutico, com 37 pontos, está no limite inferior dessa linha de corte com diferença de 12 pontos para o Glorioso que lidera a competição com 49. Mas como o primeiro objetivo e garantir o acesso e isso só vai acontecer quando o quinto colocado não puder mais nos alcançar, a nossa preocupação de momento é checar essa diferença a cada rodada. Atualmente, o Glorioso tem seis pontos de diferença para o Sampaio Corrêa (43) que ocupa essa posição. A vice-liderança continua com o Paysandu, com 47 pontos. O Vitória está em terceiro, com 45, a mesma pontuação do Bahia que está em quarto e fecha o G-4. Além do Sampaio em quinto (43), seguem na briga o América-MG em sexto (41), o Santa Cruz em sétimo (41), o Bragantino em oitavo (38) e o Náutico em nono (37).

O técnico Ricardo Gomes, que completou seu 11o. jogo à frente da equipe, não foi bem na escalação. Suas apostas de começo de jogo não deram resultado e quase não dá tempo de consertar a mancada com as entradas de Neilton e Luis Henrique no segundo tempo. O bônus que ele havia acumulado com as quatro últimas vitórias se esvaiu como por encanto e a galera pegou no pé do treinador com o tradicional coro de burro... burro... burro!

A chance de apagar essa má impressão já acontece nessa sexta-feira, às 21:30, em Varginha, contra o Boa Esporte que soma apenas 23 pontos e ocupa a 18a. posição no Z-4.

Depois do fracasso da formação contra o Oeste, o time deve voltar à escalação tradicional já que conta com as voltas de Neilton, que já entrou no decorrer do último jogo. Pelo balanço da última partida, suponho que RG desista de transformar Camacho em meia e Elvis em atacante. Giaretta estará à disposição e deve voltar a lateral esquerda. Elvis deve voltar à sua posição de origem e formar dupla com Daniel Carvalho na armação. Com isso, Serginho ou Camacho deve deixar o time já que Willian Arão volta a sua posição original mais recuado. Fernandes deve ser opção no banco assim como Tomas que entrou bem no final do jogo contra o Oeste. Navarro continua de fora se recuperando de lesão e Luis Henrique é a melhor opção do momento para a posição, com Sassá ficando para o segundo tempo. Lulinha também tem chances de sair jogando e o atacante Ronaldo foi relacionado pela primeira vez..

Sendo assim, o time deve formar com: Jefferson (401 jogos), Luis Ricardo, Renan Fonseca, Roger Carvalho e Giaretta; Serginho (Camacho), Willian Arão, Elvis e Daniel Carvalho; Lulinha (Neilton) e Luis Henrique (Sassá).