sábado, 30 de abril de 2016

Do jeito que vierem, sou mais o Botafogo




Chamada para o jogo no  (Botafogo Oficial)
Depois de empatar com o Coruripe (1 a 1) na última quinta-feira em Los Larios e se classificar para a 2a. fase da Copa do Brasil, o Botafogo encerrou os treinamentos com vistas ao jogo contra o Vasco na primeira partida da final do Carioca no Maracanã que reabriu especialmente para esses jogos e deve receber um grande público amanhã. Nesse sábado, os jogadores fizeram um treino apronto pela manhã em General Severiano sem registro de imagens pela imprensa.


Na partida pela Copa do Brasil, o Glorioso mandou a campo um time de reservas reforçado pelo zagueiro Carli que não jogaria no domingo por ter sido expulso contra o Flu. Durante o segundo tempo da partida, Gomes precisou lançar mão do volante Bruno Silva que jogou apenas 25 minutos e, por incrível que pareça, foi expulso por levar dois cartões amarelos, ampliando a angustia do torcedor que não via hora de se livrar daquele sufoco.


O fato de ter jogado com o time reserva não teria nenhuma implicação  para os jogos contra o Vasco já que os titulares foram preservados. Mas um detalhe da partida chamou a atenção positivamente: Sassá voltou a jogar depois de passar seis meses se recuperando de uma cirurgia no joelho. O jogador, que entrou no segundo tempo da partida, não só voltou com estilo como deu nova dinâmica ao ataque alvinegro. Criou boas chances na área adversária e foi premiado com o gol do empate que garantiu a classificação alvinegra à próxima fase, livrando o time de um vexame sem tamanho caso fosse derrotado e perdesse a vaga em casa. Podemos dizer, sem medo de errar, que ganhamos a melhor opção de ataque dessa reta final, justamente no setor mais carente da equipe em toda a temporada.


Veja o que escrevemos sobre as nossas dificuldades no ataque: Blog do Felipaodf: O último terço 


O Botafogo é apenas um time esforçado que ganhou consistência ao longo da competição. Começou o Carioca como o mais desacreditado dentre os grandes e mostrou, com o bom trabalho de Ricardo Gomes, ser merecedor de lutar pelo título. Mesmo tendo Jefferson como referência, o craque da equipe sempre foi o entrosamento.


A presença e apoio da torcida alvinegra será fundamental
 (Imagem da internet)
Mesmo sem grandes exibições chegamos onde muitos duvidavam. Nos quinze jogos disputados no Carioca, sofremos com placares modestos, nenhum superior a dois gols. Marcamos apenas 21 vezes e ficamos com a pior artilharia entre os quatro rivais. Em compensação, com o sistema defensivo relativamente ajustado, sofremos apenas sete gols no campeonato e temos a defesa menos vazada apesar das baixas constantes no setor. Segundo reportagem do GE, temos a melhor marca defensiva entre todos os clubes da Série A (levando-se em conta apenas jogos oficiais), com apenas oito gols sofridos no ano.  E amanhã, a média de 0,44 gols sofridos por partida servirá como desafio para os zagueiros Renan e Emerson Silva que disputam o primeiro jogo das finais.


Além de Sassá, que ganhou condição de jogo também no Carioca ao ser inscrito na vaga deixada pelo zagueiro Emerson Santos que se lesionou e está fora da competição, é possível que Gomes ganhe um outro reforço. Airton treinou normalmente e pode ser liberado pelo Departamento Médico para o primeiro jogo no domingo. A expectativa era que estivesse pronto só para o segundo.


Essa possibilidade dá mais uma opção ao treinador que mantem a dúvida entre a formação mais clássica com os três volantes - Airton (Fernandes), Lindoso e Bruno Silva - e a mais ousada utilizada na vitória contra o Fluminense, na semifinal - com dois volantes, dois meias e dois atacantes. Nesse caso, Leandrinho, que foi muito bem contra o Fluminense, ganharia uma nova chance de começar um jogo. Com essa mexida, Salgueiro voltaria a jogar mais adiantado, articulando as jogadas de ataque quase ao lado de Ribamar.


As vantagens de um sistema sobre o outro foram analisadas na semana passada, no post de pré-jogo contra o Flu. Veja o que escrevemos sobre o tema: Sem poder contar com Aírton, Gomes arma time ofensivo...


Caso Airton não seja liberado, Fernandes é a primeira opção para compor o tripé de volantes adotado pelo treinador ainda na primeira fase. Fernandes voltou ao time contra o Coruripe depois de ficar de fora das duas últimas partidas do Carioca por lesão, mas teve uma atuação muito discreta no jogo. A impressão que fica é de que falta gana ao jogador para buscar uma vaga no time titular, já que futebol para isso ele já mostrou que tem.


Provável time do Botafogo para enfrentar o Vasco no

A dúvida sobre qual jogador escalar para começar o clássico mais importante do ano - a primeira final de muitos, a primeira no Maracanã de outros e, ainda, a primeira vez de alguns naquele templo do futebol - é um trunfo extra que Gomes vai levar até momentos antes da partida. Intimamente, ele já decidiu mas não revela a opção para não dar armas ao bandido e dificultar a escolha da estratégia a ser utilizada pelos adversários na partida.


Com baixas importantes no time titular, inclusive da dupla de zaga titular formada por Carli e Emerson Santos, e talvez Airton, Gomes deve mandar a campo a seguinte formação: Jefferson, Luís Ricardo, Renan Fonseca, Émerson Silva e Diogo Barbosa; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, Leandrinho (Fernandes) Gegê; Salgueiro e Ribamar.


Mesmo que decida pela formação mais ofensiva com Leandrinho, Gomes ainda terá a opção de tornar a equipe mais agressiva ainda com Neilton, Luís Henrique e agora Sassá, apesar dos dois primeiros não terem feito boa partida contra o Coruripe.


Pelos lados da Colina, parece que o time vem com a força máxima já que o zagueiro Rodrigo, o encrenqueiro, foi aliviado pelo Tribunal e ganhou condições de jogo pra domingo assim como Riascos que se recuperou de contusão.


Com tudo, continuo com a minha convicção de torcedor: do jeito que vierem, sou mais o Botafogo. Pra mim, a decisão é hoje e dia 8 é só a comemoração do título. Saudações a todos e fiquem à vontade para comentar.



 Por @felipaodf/Botafogodeprimeira.com